O crédito para financiamento imobiliário com recursos da poupança alcançou R$ 1,9 bilhão em janeiro, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O valor representa uma alta de 17,45% em comparação com o mesmo mês de 2008.
O volume de recursos financiou a construção e aquisição de 18 mil imóveis – uma alta de 3,85% frente a janeiro do ano anterior. Em 12 meses, o número de unidades financiadas superou os 300 mil, segundo a entidade, e o volume de recursos avançou de R$ 30 bilhões para mais de R$ 30,3 bilhões.
Também no primeiro mês do ano, foram retirados R$ 900 milhões da poupança, segundo dados do Banco Central mencionados pela Abecip. "Este resultado não constitui surpresa, pois o primeiro mês do ano é caracterizado como um período em que os saques costumam superar os depósitos, devido aos gastos com festas de final de ano, pagamento de tributos, férias e despesas escolares", afirma a entidade.
Fonte: G1
16 de março de 2009
Crédito imobiliário cresceu 17,45% em janeiro, diz Abecip
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crédito para financiamento imobiliário
4 de março de 2009
Imóvel sustentável sem pesar no orçamento
A sustentabilidade na construção de imóveis parecia um quesito distante dos consumidores e restrito, por exemplo, aos impactos da construção de usinas hidrelétricas em áreas florestais.
Porém, hoje isso mudou e muito. Tornar um imóvel sustentável não só é possível, como também economicamente viável. Muito pode ser feito no cotidiano para racionalizar o consumo e melhorar a relação com o meio ambiente, sem pesar no orçamento.
Mesmo diante de um mundo de possibilidades que se abrem para a atitude sustentável na construção e reforma do imóvel, ainda assim existem pequenos empecilhos que impedem a difusão dessa proposta.
Entraves ao imóvel sustentável
Para começar, a maioria das pessoas tem a falsa noção de que a construção sustentável custa caro, o que as leva a não utilizar as soluções existentes.
Além disso, "existe a informalidade, que reduz drasticamente a possibilidade de políticas públicas sustentáveis", reforça o conselheiro do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável), Vanderley John.
Mesmo que isso não aconteça, destaca John, ainda existem "agentes privados e públicos mal preparados para a questão". Ou seja, faltam recursos humanos capacitados para o exercício dessa ideia.
Começando pela definição: sustentável x ecológico
No entanto, mesmo com a falta de apoio de políticas e agentes públicos, os consumidores podem adotar por si próprios atitudes para uma construção sustentável. Em primeiro lugar, é preciso entender a diferença entre produtos ecológicos e sustentáveis.
O primeiro é feito por empresas pequenas, a partir de elementos naturais e não possui controle de qualidade rigoroso, explica a representante da Sustentax - empresa que certifica produtos e empreendimentos sustentáveis -, Paola Figueiredo.
Já o outro obedece critérios internacionais de sustentabilidade socioambiental e tem qualidade atestada. "Um produto não precisa ser ecológico para ser sustentável, ele deve ter baixa toxicidade e reduzida emissão de partículas, para garantir o bem-estar dos moradores", explica Paola.
Na prática
Entretanto, não basta entender a diferença de conceitos, se não aplicá-los na prática. Então, anote as dicas a seguir e exerça a sustentabilidade!
Certificação: escolha produtos com certificado de sustentabilidade. A Sustentax, por exemplo, já certificou diversos produtos e, segundo Paola, "todos eles já existem no mercado e são oferecidos com preços competitivos".
Dentre eles, estão tintas, materiais para piso, tecido, cola, adesivo, além de produtos que racionalizam o consumo de água, como descargas, vasos sanitários e torneiras.
Garantia: para verificação da sustentabilidade do produto, a empresa disponibiliza, desde agosto de 2008, uma lista de produtos certificados em seu site (www.sustentax.com.br), onde também é possível obter mais informações sobre edifícios sustentáveis.
Energia: um bom projeto de economia de energia, segundo o arquiteto Manolo Vilches, deve utilizar racionalidade de iluminação de ambientes, no uso de vedações e materiais transmissores de calor, a fim de economizar na luz artifical.
O aquecimento da água também entra nesse item e se torna sustentável com uso de energias alternativas, como as placas solares e os captadores eólicos.
Água: em relação à economia de água, Manolo indica um projeto com sistema de cisternas, que armazenam água da chuva para utilização em vasos sanitários e no jardim.
Outras medidas são o controle de água corrente em torneiras, com uso de temporizadores, e a implantação de sistema que reutiliza a água nos condomínios.
Materiais: a opção por materiais como a madeira de reflorestamento ou os tijolos de solo-cimento é, para o arquiteto, importantíssimo.
Mas também deve-se pensar nas relações indiretas que envolvem a fabricação de todos os materiais, como janelas de alumínio, telha de amianto, vidro temperado, acrílico e tecidos sintéticos de decoração.
Reciclagem de material: outra ação relevante é reciclar os materiais da construção, sabendo que cada um deve passar por um processo distinto, segundo o pesquisador do Centro de Tecnologia de Obras de Infra-Estrutura do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).
A fração mineral - concreto, argamassa, cerâmica -, diz o especialista, pode ser usada como agregado reciclado. Já as madeiras, plásticos e papéis devem ser destinados à indústria, enquanto o aço pode ser reaproveitado pelas siderúrgicas.
Atitude sustentável que se expande
O conselheiro do CBCS ainda acrescenta que é fundamental que o pensamento sustentável não se destine apenas à etapa da construção.
"Para equilibrar as questões ambientais e sociais com os resultados econômicos, o foco é o ciclo de vida do edifício, afinal, grande parte dos impactos ambientais e sociais ocorrem ao longo da escolha e da compra da matéria-prima, da operação do edifício e da gestão de reaproveitamento de resíduos", destaca.
Além disso, vale lembrar que as novas construções contribuem para resolver uma parcela do problema, mas é necessário também investir em reformas, principalmente dos edifícios antigos, priorizando a redução do consumo de água, de energia e a segregação do lixo pelos condôminos.
Fonte: InfoMoney
Porém, hoje isso mudou e muito. Tornar um imóvel sustentável não só é possível, como também economicamente viável. Muito pode ser feito no cotidiano para racionalizar o consumo e melhorar a relação com o meio ambiente, sem pesar no orçamento.
Mesmo diante de um mundo de possibilidades que se abrem para a atitude sustentável na construção e reforma do imóvel, ainda assim existem pequenos empecilhos que impedem a difusão dessa proposta.
Entraves ao imóvel sustentável
Para começar, a maioria das pessoas tem a falsa noção de que a construção sustentável custa caro, o que as leva a não utilizar as soluções existentes.
Além disso, "existe a informalidade, que reduz drasticamente a possibilidade de políticas públicas sustentáveis", reforça o conselheiro do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável), Vanderley John.
Mesmo que isso não aconteça, destaca John, ainda existem "agentes privados e públicos mal preparados para a questão". Ou seja, faltam recursos humanos capacitados para o exercício dessa ideia.
Começando pela definição: sustentável x ecológico
No entanto, mesmo com a falta de apoio de políticas e agentes públicos, os consumidores podem adotar por si próprios atitudes para uma construção sustentável. Em primeiro lugar, é preciso entender a diferença entre produtos ecológicos e sustentáveis.
O primeiro é feito por empresas pequenas, a partir de elementos naturais e não possui controle de qualidade rigoroso, explica a representante da Sustentax - empresa que certifica produtos e empreendimentos sustentáveis -, Paola Figueiredo.
Já o outro obedece critérios internacionais de sustentabilidade socioambiental e tem qualidade atestada. "Um produto não precisa ser ecológico para ser sustentável, ele deve ter baixa toxicidade e reduzida emissão de partículas, para garantir o bem-estar dos moradores", explica Paola.
Na prática
Entretanto, não basta entender a diferença de conceitos, se não aplicá-los na prática. Então, anote as dicas a seguir e exerça a sustentabilidade!
Certificação: escolha produtos com certificado de sustentabilidade. A Sustentax, por exemplo, já certificou diversos produtos e, segundo Paola, "todos eles já existem no mercado e são oferecidos com preços competitivos".
Dentre eles, estão tintas, materiais para piso, tecido, cola, adesivo, além de produtos que racionalizam o consumo de água, como descargas, vasos sanitários e torneiras.
Garantia: para verificação da sustentabilidade do produto, a empresa disponibiliza, desde agosto de 2008, uma lista de produtos certificados em seu site (www.sustentax.com.br), onde também é possível obter mais informações sobre edifícios sustentáveis.
Energia: um bom projeto de economia de energia, segundo o arquiteto Manolo Vilches, deve utilizar racionalidade de iluminação de ambientes, no uso de vedações e materiais transmissores de calor, a fim de economizar na luz artifical.
O aquecimento da água também entra nesse item e se torna sustentável com uso de energias alternativas, como as placas solares e os captadores eólicos.
Água: em relação à economia de água, Manolo indica um projeto com sistema de cisternas, que armazenam água da chuva para utilização em vasos sanitários e no jardim.
Outras medidas são o controle de água corrente em torneiras, com uso de temporizadores, e a implantação de sistema que reutiliza a água nos condomínios.
Materiais: a opção por materiais como a madeira de reflorestamento ou os tijolos de solo-cimento é, para o arquiteto, importantíssimo.
Mas também deve-se pensar nas relações indiretas que envolvem a fabricação de todos os materiais, como janelas de alumínio, telha de amianto, vidro temperado, acrílico e tecidos sintéticos de decoração.
Reciclagem de material: outra ação relevante é reciclar os materiais da construção, sabendo que cada um deve passar por um processo distinto, segundo o pesquisador do Centro de Tecnologia de Obras de Infra-Estrutura do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).
A fração mineral - concreto, argamassa, cerâmica -, diz o especialista, pode ser usada como agregado reciclado. Já as madeiras, plásticos e papéis devem ser destinados à indústria, enquanto o aço pode ser reaproveitado pelas siderúrgicas.
Atitude sustentável que se expande
O conselheiro do CBCS ainda acrescenta que é fundamental que o pensamento sustentável não se destine apenas à etapa da construção.
"Para equilibrar as questões ambientais e sociais com os resultados econômicos, o foco é o ciclo de vida do edifício, afinal, grande parte dos impactos ambientais e sociais ocorrem ao longo da escolha e da compra da matéria-prima, da operação do edifício e da gestão de reaproveitamento de resíduos", destaca.
Além disso, vale lembrar que as novas construções contribuem para resolver uma parcela do problema, mas é necessário também investir em reformas, principalmente dos edifícios antigos, priorizando a redução do consumo de água, de energia e a segregação do lixo pelos condôminos.
Fonte: InfoMoney
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